Educação Emancipadora Para A Geração Dos 15 Segundos Das Mídias Sociais
A educação emancipatória (EE) é tema recorrente de discussões pedagógicas, ao se objetivar estratégias de implementação de um modelo de escola que se valorize a cidadania, buscando, assim, o exercício da liberdade política do estudante, para além do partidarismo, mas sim, um entendimento do que é um cidadão socialmente ativo, entendendo os desdobramentos da sua realidade. Entretanto, a pedagogia encontra-se de frente com uma geração que se desenvolveu junto às mídias sociais (MS), mais especificamente, o TikTok.
Cabe definir o que vem a ser uma MS, para Terra (2010, p. 42), é aquela que é “(…)utilizada pelas pessoas por meio de tecnologias e políticas na web com fins de compartilhamento de opiniões, ideias, experiências e perspectivas. (…) Interesses afins e similaridades temáticas norteiam formação de redes estruturadas de usuários no ciberespaço”.
Para iniciar o desenvolvimento das problemáticas que envolvem a geração TikTok e a busca dessa EE, este artigo irá perpassar na construção do triângulo retórico de Aristóteles, no qual se faz necessário examinar o outro, denominado de páthos (o receptor) para a construção do discurso. Em primeiro tópico, também se expõe conceitos de Perelman (2005), ao tratar do auditório para a adaptação dos discursos.
Ao se focar na análise dos filósofos e sociólogos sobre a modernidade e a geração atual, cercada das MS e com pouca profundidade nas relações de comunidade. Fica latente as diferentes perspectivas da educação emancipadora, proposta por importantes pedagogos como Paulo Freire, e os interesses que buscam os jovens ao se informarem através do TikTok.
Entretanto, a Constituição Federal vai assegurar que a educação deve buscar garantir dois aspectos, o preparo para o mercado de trabalho e para o exercício da cidadania. Então, o terceiro ponto a ser discutido no desenvolvimento deste artigo é a busca de um “match” (da língua inglesa, traduzido como “combinação”; nas redes sociais digitais, se popularizou por causa do aplicativo de encontros Tinder, que utiliza a expressão “dar match”, seria próximo ao combinar, formar um bom par com alguém)entre estes dois âmbitos distintos, a educação emancipadora e a atual geração de jovens, para que assim a educação seja cumprida conforme os ditames constitucionais.
A garantia desta educação deve ser estudada do ponto de vista político, visto que os moldes educacionais que são postos às crianças de hoje irão influenciar diretamente no adulto de amanhã. Portanto, deve-se levar em consideração qual a qualidade de ensino político que é oferecida à população mais jovem do país.
Em tempos de frequentes ameaças aos direitos fundamentais, faz-se necessária a educação dos jovens, nas escolas, acerca do que é ser cidadão, evitando, assim, a propagação de uma sociedade de analfabetos políticos, sendo esses meros reprodutores de discursos prontos das redes sociais digitais (RSD).
Então, questiona-se qual o caminho para a reestruturação da educação no sistema brasileiro, a fim de que se proponha uma escola cidadã, ultrapassando os métodos de ensino seculares que se encontram dentro das escolas atualmente, para que assim o estudante possa se interessar pelos assuntos para além de um post no Instagram.
Quer ler o artigo completo? Acesse o link!
