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Novas estratégias de uma educação cidadã e política para a geração Z: um estudo de caso dos Videocasts.

Os hábitos de consumo e produção de multimédia têm sofrido mudanças constantes e imprevisíveis, moldando-se a uma digitalização implacável da vida humana. Vive-se, atualmente, no off e no online como se fossem um contínuo com fronteiras que já não existem mais.
Neste sentido, a percepção humana, como afirma Han (2022), se submete a esse cenário. O ser humano fica, assim, atordoado pelo mundo criado pela comunicação e informação. Essas forças destrutivas decorrentes de um “tsunami” de informações desencadeiam, dentro do âmbito político, fraturas e disrupções massivas no processo democrático. O desenvolvimento dos jovens, dentro dessa realidade, resulta em uma geração embasada numa busca incansável de relações transparentes, as quais eliminam de si toda e qualquer negatividade, se tornando rasas e planas, se encaixando no curso raso do capital, da comunicação e da informação (Han, 2017).
Em contraponto a este movimento dos jovens da geração das mídias sociais, tem-se que uma educação emancipatória e política perpassa por uma formação de uma identidade individual e de classe, relacionando-se com a formação da cidadania, não sendo ler e escrever suficientes para perfilar a plenitude de ser cidadão (Freire, 2022d). Compreende-se, então, que se faz necessário que o processo educacional estabelecido, deve opor-se à crise provocada pelo cenário descrito, pressupondo uma visão crítica e cidadã frente as questões inerentes à pós-modernidade.
Com isso, discute-se como a Educação Emancipatória (EE) pode ser implementada dentro de um modelo de escola que valoriza a cidadania e o exercício da liberdade política do estudante principalmente quando se estuda uma geração que se desenvolveu junto às Mídias Sociais (MS), bem como busca-se relacionar como videocasts, dialogando com esta geração atual, abordando temas políticos e cidadãos, podem servir como promotores de uma educação emancipatória.
Nesta pesquisa, utiliza-se como estudo de caso o videocast intitulado de Podpah, aqueles que tiveram como convidados o atual presidente Lula, o rapper e ativista Mano Brown e a doutora Djamila Ribeiro.

Desse modo, tem-se como objetivo geral desta pesquisa: demonstrar como videocasts, em específico o Podpah, ao dialogar com esta geração atual, promove uma educação política e cidadã. A pesquisa justifica-se ao conceber como possibilidade de alteração desse cenário o desenvolvimento de ações educacionais pautadas no uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) salientando a necessidade de uma compreensão das relações necessárias para a sua utilização como ferramenta política e cidadã.
Para além, é necessário demonstrar que os influencers, no caso em análise Igor Cavalari (Igão) e Thiago Marques (Mítico), apresentadores do Podpah, são adorados como modelos. Han (2022), neste sentido, disserta ao tratar dos influenciadores digitais, que estes assumem uma dimensão quase religiosa, com seguidores que se comportam como discípulos, participando de uma espécie de eucarística digital.

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